Digitalização a preço de banana

19 12 2011

Ótima ideia de negócio aqui no Brasil, nunca vi nada igual por aqui. Se o empreendedor conseguir manter o preço que o pessoal da 1DollarSacan mantém, o negócio vai fazer muito sucesso! Isso pode incomodar um pouco o pessoal da fotocópia, mas como em toda competição de mercado quem ganha é o consumidor, que venham as empresas de digitalização para o Brasil.

Por US$ 1, empresa converte livros de papel em arquivos digitais

Rafael Garcia

16/12/2011

WASHINGTON - Uma firma japonesa que se instalou nos EUA em setembro faz sucesso com um serviço barato para transformar livros em arquivos digitais.

Quem tiver desapego material suficiente em relação a seus exemplares de papel e tinta pode tê-los prontamente transformados num arquivo PDF, desde que esteja disposto a enviar o original para reciclagem.

Em três meses de operação no país, a 1DollarScan diz já ter escaneado mais de 50 mil livros. Atendendo clientes de diversas partes do mundo (Brasil incluído), o negócio está se expandindo graças ao preço competitivo. Com cerca de US$ 5, é possível ter um livro de 200 páginas transformado num arquivo digital.

O original de papel tem de ser destruído para evitar violação de copyright. A lei americana não permite que um exemplar a mais de uma obra seja introduzido no mercado.

Um bibliófilo mais conservador pode se perguntar por que alguém destruiria um livro real. A empresa, porém, diz ter sido procurada por muitos clientes que buscam “acessibilidade” de informação ou simplesmente precisam de mais espaço livre.

Um dos atrativos é que o PDF criado pela 1DollarScan é construído com um software de OCR (reconhecimento óptico de caracteres), que produz um arquivo de texto digital em vez de meras páginas fotografadas.

É uma vantagem para livros sem índice remissivo, por exemplo, que passariam a contar com recurso de busca por palavra-chave.

O segredo do serviço barato, diz a empresa, é a automação. Aliada à multinacional Canon, a BookScan (matriz japonesa da 1DollarScan) desenvolveu um programa para uso industrial que processa informação mais rápido do que softwares de OCR mais populares, como o da Adobe.

“A maior vantagem do nosso sistema é que ele escaneia a imagem e faz o OCR simultaneamente”, disse à Folha Mike Kiyamori. gerente de marketing da empresa. “Em um processo convencional, é preciso escanear o material e depois usar outro software para fazer o OCR, o que dobra o tempo de trabalho.”

LIVROS FATIADOS

A 1DollarScan também adotou um método prático para desmontar os livros -um cenário de horror para bibliófilos. “Temos um cortador eletrônico de papel que extrai a lombada dos livros e os desmonta”, diz Kiyamori.

“Depois, alimentamos o scanner com as folhas, e no fim do processo elas são empilhadas para reciclagem.”

O sucesso rápido está fazendo a empresa pensar em expansão. Com clientes pelo mundo, a 1DollarScan recebeu ofertas para abrir filiais na Europa e na Austrália.

“Estamos discutindo se devemos expandir o negócio ou abrir um sistema de franquia”, diz. “Por ora, a Fedex ganha mais dinheiro do que nós quando um cliente manda um livro de fora do país.”

‘USO JUSTO’

Essa facilidade para criar livros digitais já preocupa editoras: arquivos em PDF são facilmente pirateáveis.

“O serviço é de legalidade questionável”, diz Allan Adler, do setor jurídico da Associação de Editoras Americanas. “Se tenho a cópia de uma obra no meu computador, posso anexá-la a um e-mail e enviá-la a um amigo. Ele terá uma cópia nova, e eu ainda terei a minha”, acrescenta.

Segundo o advogado, a lei atual de direitos autorais já permite que editoras tentem notificar a nova empresa para impedir que determinado livro seja escaneado.

A 1DollarScan diz que a lei considera “uso justo” criar arquivos digitais para uso pessoal. No contrato de serviço, em todo caso, a empresa se exime de responsabilidade sobre o que é feito com o PDF após a entrega.

Fonte: Folha.com





Google: os termos mais pesquisados em 2011

15 12 2011

Confesso que fiquei um pouco decepcionado com os termos mais pesquisados no Brasil na parte de pesquisa de crescimento rápido, ficou mais do que perceptível a grande influência que uma rede de televisão manipuladora ainda tem sobre nós. Mas muito legal essa pesquisa que a Google solta todos os anos e ainda mais legal foi o vídeo que eles fizeram para demonstrar esses resultados, não deixem de assistir.

Um ano de curiosidades: as maiores pesquisas do Google de 2011

15/12/2011

Chegou novamente a época do ano em que olhamos para o nosso consciente coletivo de pesquisa para capturar o espírito dos tempo. Reunimos as consultas mais populares e de crescimento mais rápido de diversos países em 2011 para que você possa acompanhar quais foram as tendências e os assuntos mais comentados do ano ao redor do mundo. E não faltaram acontecimentos, pessoas e momentos que prenderam nossa atenção. O Google Zeitgeist 2011 captura as alegrias, tristezas e curiosidades expressas pelos usuários da pesquisa do Google no mundo todo neste ano.

Os resultados do Brasil deste ano revelaram não somente a completa devoção dos usuários de Internet brasileiros à televisão, mas também o foco e a ambição de uma sociedade móvel em crescimento. Mais de 50% das 10 pesquisas na Internet de crescimento mais rápido tinha relação com a TV — incluindo o popular programa de TV Big Brother Brasil (2º – bbb11), as novelas (4º – rebelde, 5º – insensato coração, 10º – cordel encantando) e também o futebol (8º – brasileirão 2011). Além disso, 2 em 10 pesquisas na Internet de maior crescimento estão ligadas à educação e ao desenvolvimento profissional, com buscas por atualizações dos rigorosos concursos por vagas no serviço público (6º – concursos 2011) e exames para acesso à universidade (9º – enem 2011), que ocuparam duas posições. Fanáticos pela área de tecnologia também têm sua participação, com buscas por facebook no topo da lista e também pelo jogo online ddtank em 3º — uma prova do crescimento e popularidade da tecnologia pelo país.

O Zeitgeist do fim do ano de 2011 oferece uma perspectiva única para os principais eventos e para as maiores tendências do ano, com base em pesquisas realizadas no Brasil e no mundo. Este ano, os termos mais pesquisados no mundo são um verdadeiro reflexo dos nossos tempos, tanto com Steve Jobs e iPad em nossa lista, assim como games como Battlefield 3 e a forte presença de sites de redes sociais.

Consultas globais de crescimento mais rápido:

rebecca black

google plus

ryan dunn

casey anthony

battlefield 3

iphone 5

adele

東京 電力(TEPCO)

steve jobs

ipad 2

Para ver os termos mais pesquisados de 2011, além das maiores pesquisas em mais de quarenta países. Neste ano está mais fácil comparar os termos mais pesquisados de um país com o outro e ver como mudam ao longo do tempo. Com o novo formato interativo, é mais simples ver como alguns dos maiores acontecimentos do mundo são representados pela pesquisa ou saber quais celebridades são mais populares em cada país.

Criamos estas listas e gráficos com uma combinação de ferramentas que nos dão uma perspectiva das tendências de pesquisas globais, regionais, do passado, futuro e presente. O Google Insights para pesquisa, uma ferramenta disponível para o público que mostra o volume relativo da pesquisa por geografias, períodos de tempo e consultas, serviu como fonte de muitas listas e gráficos da página do Zeitgeist no final deste ano.

Com bilhões de pesquisas conduzidas mundialmente todos os anos no Google, há diversas tendências de pesquisa segundo o local, a época etc. E o nosso Zeitgeist de fim de ano não consegue capturar todas elas. Se quiser criar as suas próprias listas ou gráficos, nós incentivamos a todos que experimentem a nossa ferramenta pública do Google Insights para pesquisa para criar as suas próprias listas “Zeitgeist” de 2011.

Estas são as listas finais que estarão no site.

BRASIL

Pesquisas de crescimento mais rápido:

facebook

bbb11

ddtank

rebelde

insensato coração

concursos 2011

tumblr

brasileirão 2011

enem 2011

cordel encantado

Pessoas:

paula fernandes

bruno mars

gustavo lima

bruna surfistinha

katy perry

charlie sheen

scarlett johansson

avril lavigne

luan santana

michel teló

Comidas e bebidas:

bolo

cupcake

azeitona preta

bolo de caneca

estrogonofe de frango

yakisoba receita

batata gratinada

nhoque de batata

grey goose

panqueca americana

Instruções:

fazer facebook

excluir facebook

tirar passaporte

recuperar orkut

atualizar gps

apagar histórico

calcular porcentagem

excluir twitter

fazer panqueca

passar delineador

Letras de música:

pra você

um beijo

efeitos

não precisa

não precisa

teus segredos

clichê

planos impossíveis

sensações

pôneis malditos

Filmes:

thor

transformers 3

rio o filme

percy jackson

amanhecer o filme

american pie 8

premonição 5

smurfs o filme

faroeste caboclo filme

amores possíveis

Compras

câmera

porta-retrato digital

chinelos de praia

máquinas de café

bichinho de pelúcia

máquinas de pão

espremedores de frutas

bote inflável

carrinho de corrida

kit frescobol

Esporte:

libertadores 2011

ufc rio

muay thai

copa américa 2011

campeonato paulista 2011

campeonato carioca 2011

tabela brasileirão 2011

fórmula 1 2011

campeonato mineiro 2011

liga futsal 2011

Destinos para viagem:

orlando

cancun

las vegas

melhores destinos

jamaica

hotéis

réveillon 2012 pacotes

república dominicana

viagem barata

são petersburgo rússia

O que é…?:

ética

sustentabilidade

cidadania

cordel

biodiversidade

empreendedorismo

bullings

dicionário aurélio

gfip

responsabilidade social

Fonte: GoogleBrasilBlog





Bibliotecas em todas as cidades do país, será?

14 12 2011

Eu ainda acho que as bibliotecas deveriam ser assunto do Ministério da Educação, mas o mais importante é cobrar junto aos Conselhos Regionais de Biblioteconomia para que essas metas propostas pelo Plano Nacional de Cultura não fiquem só no papel.

Uma biblioteca pública por município seria um sonho, mas sabemos que uma biblioteca vai além de livros e instalações físicas, precisamos de bibliotecários trabalhando nelas.

Governo quer implantar bibliotecas em todas as cidades do país até 2020

13/12/2011

Metas do Plano Nacional de Cultura estão em portaria assinada nesta terça. Ministério da Cultura quer aula de cultura brasileira em escolas públicas.

Naiara Leão
Do G1, em Brasília

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, assinou nesta terça-feira (13), em Brasília, portaria que institui 53 metas do Plano Nacional de Cultura para serem realizadas até 2020. Entre os objetivos do ministério, está a implantação de bibliotecas públicas em todos os municípios brasileiros e a inclusão da disciplina cultura brasileira no currículo de escolas públicas de educação básica.

Conforme Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada no ano passado, em 2009 93,2% dos municípios brasileiros tinham bibliotecas.

Ainda no âmbito da educação, o Plano Nacional de Cultura prevê a inclusão de 20 mil professores de arte em escolas públicas, além de aumentar as vagas de graduação e pós-graduação de cursos relacionados à cultura.
Outro objetivo é ter 20 mil pessoas que trabalham na área com cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). O ministério quer também dobrar a média de leitura fora de sala de aula, que atualmente é de 1,9 livro.

De acordo com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, todas as ações da pasta de agora em diante focarão no cumprimento das metas. “Vai sair do papel, garanto que vai. A política do Minc [Ministério da Cultura] é de ter editais voltados para isso e parcerias com os estados”, disse.

Segundo ela, esta é a primeira vez que a Cultura faz uma estratégia de ações coordenadas para todo o país. “Não vai mais ser solto em cada estado e isso é um plano para o Estado, não é para a minha gestão ou para a próxima. O próximo governo vai ter que incorporar isso pelo menos até 2020”, disse.

A ministra destacou que algumas ações já estão em andamento. Na semana passada, por exemplo, foi assinado um convênio de R$ 80 milhões entre a Cultura o Ministério da Educação.

Esse dinheiro deve ser usado, em parte, para a formação de agentes de leitura que ajudarão o governo a alcançar a média de leitura de quatro livros por estudante fora da escola. Os agentes devem receber uma bolsa do governo federal para a promoção de oficinas e rodas de leitura em suas comunidades.

O ministério estuda também uma maneira de popularizar a venda de livros em bancas de jornal e “pontos populares” em locais carentes ou com grande circulação de pessoas.

Cinema e profissionalização

No setor audiovisual, as metas são de lançar 150 longas-metragens brasileiros ao ano e aumentar a fatia das produções nacionais nas bilheterias.

O Ministério da Cultura planeja disponibilizar na internet todo o acervo da Funarte, da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) e da Cinemateca Nacional. O ministério quer ainda que todos os espaços culturais e museus do país tenham acessibilidade a deficientes físicos.

A metas do Minc buscam também profissionalizar o setor cultural capacitando gestores em cursos promovidos pelo próprio ministério, além de aumentar em 95% os empregos formais no setor e criar secretarias exclusivas para a cultura em todos os estados. Atualmente, as secretarias de Cultura de alguns locais funcionam junto com as Secretarias de Educação ou Turismo.

Monitoramento

Segundo Ana de Hollanda, a cumprimento das metas serão monitorados por um sistema que permite detectar as regiões em que estão sendo bem implantadas e quais os locais com atraso.

“Pra isso foi criado Sistema Nacional de Informações e Indicativos Culturais que vão nos apontar se alguma área nãos está sendo bem atendida e se progresso está caminhando para outra direção”, disse.

Além disso, a ministra disse que o ministério deve criar um conselho para acompanhar o cumprimento das metas com participação do próprio ministério, representantes dos estados e parlamentares.

Fonte: G1





O hábito de leitura está cada vez mais eletrônico

12 12 2011

A pesquisa foi feita nos Estados Unidos, mas com certeza o hábito de ler em e-books é uma tendência no mundo inteiro, principalmente pela queda nos preços dos e-readers. Novamente surge aquela questão de tese de doutorado: os livros impressos vão acabar? ou quando eles vão acabar? Algumas pessoas assumem que é questão de tempo! Para mim é questão de gerações, mas não acredito no fim do livro impresso e sim numa drástica redução, livros impressos serão itens de colecionador.

Hábito de leitura cresce nos EUA e está cada vez mais eletrônico

9/12/2011

Executivo da Amazon espera que mais pessoas publiquem seus próprios livros

NOVA YORK – O momento pode estar difícil para livrarias de bairro nos Estados Unidos, mas as pessoas estão lendo mais do que nunca e os livros eletrônicos estão atendendo os amantes de livros que buscam de biografias de famosos a livros de ficção.

- Só temos tido notícias boas este ano. Em geral, a leitura tem se tornado mais popular disse Chris Schluep, editor sênior de livros da Amazon, maior vendedora de livros na Internet dos EUA.

- Agora é muito fácil comprar um livro – disse Schluep. – Vemos que o hábito da leitura tem crescido em meio à população.

Em maio, a Amazon anunciou que entre 1º de abril e 19 de maio vendeu 105 livros eletrônicos para o Kindle para cada cem livros impressos.

O livro de não-ficção mais vendido da temporada, tanto em papel quanto no formato eletrônico, é a biografia “Steve Jobs”, cofundador da Apple, de Walter Isaacson, lançada em outubro.

Um outro livro popular foi “Then Again”, da atriz Diane Keaton, no qual ela conta sua própria história vinculada aos diários de sua mãe.

Schluep afirmou que 2011 é um ótimo ano para a literatura e que vê uma tendência de aumento na quantidade de livros literários, notando fortes ofertas de romancistas conhecidos ou novatos.

Ele também espera que mais pessoas publiquem seus próprios livros.

- Isso é uma linha direta entre autor e leitor – disse. – O mundo editorial está mudando e eu não tenho controle sobre a direção para onde ele está indo. A tendência é que as pessoas tenham um maior controle.

Fonte: OGlobo





Motivação nos concursos

7 11 2011

Texto motivacional para concursos que fala sobre disciplina nos estudos. Algumas pessoas acham muito difícil manter a disciplina por um grande período de tempo o que trás mais um assunto à tona, paciência, outro requisito indispensável para quem quer obter sucesso nessa guerra que é a preparação para concursos públicos.

Disciplina nos estudos: qual a importância e como ter?

A compreensão da importância da disciplina em qualquer projeto ou circunstância da vida consiste em unanimidade, podendo até ser considerada um clichê de domínio comum. Mas quando se trata da preparação para concursos públicos, é preciso entender os fundamentos que tornam a disciplina indispensável e as estratégias que podem ser adotadas para garantir um estudo disciplinado.

Ou seja, a primeira pergunta que se coloca é: por que é importante ter disciplina nos estudos? A busca de uma resposta adequada passa pela consideração de aspectos relacionados ao plano gerencial, bem como à aprendizagem e à condições emocionais.

No plano gerencial, disciplina tem o sentido de execução daquilo que foi previsto. Isto é, trata-se do cumprimento das metas estabelecidas em termos de estudos.

Em relação à aprendizagem, há um conceito de grande importância, construído no âmbito das ciências cognitivas e desenvolvido pelo criador da teoria da aprendizagem de significados, David Ausubel. Segundo esta concepção, o processo de aprender se desenvolve por meio ancoragens, de modo que uma nova informação, para que seja apropriada intelectualmente, deve ser compreendida a partir de um conceito anterior. Assim, o candidato aprende por meio do desenvolvimento de âncoras ou subsunçores anteriores, na conformidade da denominação utilizada pelo referido autor.

Por exemplo, para um candidato compreender as espécies de constituições quanto à mutação constitucional (rígida, semi-rígida e flexível), é preciso partir da compreensão do conceito de constituição e de poder constituinte derivado, nos quais será ancorada a primeira informação (espécies de constituição). Quanto mais disciplinado for o candidato, mais avança na apropriação de conceitos e informações, e mais âncoras são estabelecidas.

Já no plano emocional, a disciplina tende a gerar um círculo virtuoso espetacular, em função do qual quanto mais o candidato se mantém na sua rotina de estudos, mais minimiza a percepção de esforço exigido nestes mesmos estudos, bem como amplia sua capacidade de compreensão, concentração e apropriação da informação estudada. E isto decorre de uma lógica de condicionamento e plasticidade.

Basta refletir, de forma comparativa, na diferença entre a segunda semana de estudos e a vigésima semana. Quanto mais permanecemos executando de forma reiterada e rotineira determinada atividade, mais nos condicionamos a ela. E existem inúmeros fundamentos científicos para comprovar e justificar esta conclusão.

Inclusive, é natural que a partir de determinado momento, mantendo de forma disciplinada a execução da rotina de estudos, o candidato comece a sentir falta destas atividades, principalmente em situações nas quais é obrigado a furar seu compromisso. Digo isto pois vivi esta experiência enquanto candidato a concursos públicos em diversas ocasiões.

Mas superada a compreensão da importância da disciplina, a outra questão que se coloca é: e como fazer para estudar de forma disciplinada?

A primeira condição fundamental consiste na estruturação de um adequado planejamento de estudos, inclusive com o estabelecimento de metas de curto prazo. Um candidato que não sabe o que quer, ou seja, não tem um concurso definido enquanto objetivo, o que deve estudar, isto é, definição de programa, não conta com fontes de estudos, bem como não tem previsão de horários e locais de estudos, naturalmente terá dificuldades para ter disciplina.

Por outro lado, o candidato que conta com a definição de objetivo, sabendo o que quer e porque quer, programa, tendo estabelecido o que estudar, fontes de estudo, grade de horários e matérias, bem como local de estudos, terá condições de imprimir disciplina. A disciplina virá naturalmente da execução do planejamento estruturado. Este candidato sabe a cada dia e hora o que vai estudar, por onde vai estudar e em qual local terá que estar para estudar.

Outra atitude importante consiste na identificação e construção de mecanismos de monitoramento e controle da execução do planejamento. Isto é, não apenas é importante contar com metas de curto prazo, mas também dispor de meios de acompanhar a execução destas metas e, se necessário for, promover intervenções e ajustes.

Por fim é importante compreender que quanto mais disciplinado for o candidato, mais avança em busca do seu objetivo e menor tende a ser a percepção do esforço empreendido. O ideal é ficar tão disciplinado nos estudos, de modo a sentir falta desta rotina após passar no concurso. E geralmente os candidatos ao adquirirem esta condição, logo estão sendo aprovados.

Fonte: APCONCURSOS





Aquisição de livros mais em conta

4 11 2011

Ótima alternativa para bibliotecas com o orçamento apertado, muitos dos livros estão em ótimo estados de conservação. Também é um setor que bibliotecários podem virar empreendedores e começarem um negócio próprio.

Cresce número de sebos virtuais no país

Carolinas Matos

4/11/2011

Aos 73 anos e hoje sócio de um tradicional sebo no Rio em que começou a trabalhar como faxineiro aos 13, José Germano da Silva resistiu o quanto pôde a digitalizar o acervo e vender pela internet.

“Não queria computador aqui dentro”, diz o livreiro. “Tenho todo o arquivo na memória, 50 mil volumes. Mas minha filha me convenceu. A internet traz novos clientes.”

São consumidores que querem comprar o livro usado, em busca de raridades e preços baixos, mas não têm tempo ou disposição para garimpar nos sebos.

A Livraria São José, de Germano, manteve a loja física mesmo depois de registrar 6.000 volumes para venda no portal Estante Virtual, que reúne 1.935 sebos no Brasil.

Mas muitos têm optado por fechar as portas e ficar só na web. Na Estante, que tem cerca de metade dos cadastrados operando somente na internet, 35 sebos migraram da venda física para a on-line neste ano. Em 2010, foram oito.

Ivanete Caires, 42, dona do sebo (agora virtual) Arquipélago, em São Paulo, fez esse caminho no ano passado. “Entre aluguel e despesas com a loja eram R$ 7.000 por mês. Com o baixo movimento, o custo ficava pesado.”

Hoje, a livreira mantém, com R$ 800 mensais, uma sala comercial na zona oeste da capital para guardar o acervo de cerca de 15 mil volumes.

Mas as vendas são fechadas somente pela internet: 350 livros por mês, em média -a mesma quantidade comercializada nos bons tempos da loja no centro.

“O sebo físico faz um pouco de falta na hora de captar os livros, pois é um ponto de referência para pessoas que querem vender os exemplares. Mas para nós, que temos estoque, isso não é um problema por enquanto,” diz.

“Acredito que as vendas via internet sejam a nova cultura de consumo”, afirma.

O Sebo do Messias, no centro de São Paulo, um dos mais tradicionais da capital paulista, também abriu um portal para vendas via internet.

O site próprio, com 200 mil títulos cadastrados, não substituiu a loja física (com aproximadamente 300 mil títulos), mas aumentou as vendas totais do sebo em 30%.

Hoje, o comércio eletrônico representa 25% do faturamento -valor que não é revelado. Cerca de 70% das transações on-line são com clientes de fora de São Paulo.

“O site é complemento; ajuda a divulgar a loja”, diz Cleber Aquino, gerente de e-commerce do Messias. “Sem a loja, o sebo perde a alma.”

Fonte: Folha.com





Digitalize sua biblioteca pessoal

3 11 2011

Tutorial muito legal postado no MeioBit sobre digitalização de livros. Pode não ser muito prático, mas para quem quer aprender Gerenciamento Eletrônico de Documentos – GED é uma boa!

Desde o surgimento dos livros digitais, há uma turma por aí que torce o nariz para eles, aparentemente sem motivo. Se antes não havia dispositivo que pudesse imitar a textura sem brilho do papel, hoje as vantagens de se ler a série A Song of Ice and Fire em formato digital superam muito as possíveis vantagens que poderiam haver em lê-la no livro físico, por exemplo. Daí se conclui que a turma supracitada tem algo mais parecido com uma parafilia, querendo sentir o toque e o cheiro do papel, e ver toda a sua coleção pegando poeira e sendo tomada por traças numa bela estante estrategicamente posicionada para impressionar as visitas. Mas tara é tara, e cada um com as suas.

“eBookzando”: modo nightmare (nem tanto)

  1. Jogue o texto novamente no TextWrangler ou em algum editor de texto melhor que o Bloco de Notas. Pode ser o Notepad++.
  2. Coloque tags HTML apropriadas em cada parágrafo, bloco de citação, títulos, subtítulos, etc, da mesma forma que faria com a ferramenta de estilos do Word. Acrescente as imagens, se houver, incluindo a capa. Faça bom uso das tags de título para a correta geração do sumário. Salve como um arquivo HTML normal.
  3. Você pode ver como vai ficando a formatação do livro com o navegador. Faça alterações no CSS se achar necessário, tendo em mente as limitações do seu leitor digital.
  4. Se seu livro tiver mais de um arquivo (como imagens), salve tudo em uma pasta, comprima em um zip e mande pro Calibre para fazer a conversão.
  5. Tome cuidado com a opção “Detecção de estrutura”. Revise todas as opções antes de exportar e pronto

O assunto deste texto, porém, é outro. Apesar de a disponibilidade de livros digitais hoje ser grande, podendo-se achar quase qualquer título nas Amazons da vida, nem tudo são flores. Aquele “quase” ali inclui livros acadêmicos, livros lançados apenas no Brasil (sejamos sinceros: nenhum serviço brasileiro de livros digitais se compara minimamente com a Amazon), edições antigas, e uma série de outras possibilidades que impedem leitores adeptos deste novo formato de conseguir ler em seus aparelhinhos. No Brasil, a demanda por livros digitais é ainda muito pequena, seja por falta de quem compre ou pela falta de eReaders, o que desencoraja editoras a digitalizar seu acervo.

Difícil? Um pouco. Trabalhoso? Bastante. Vale a pena? Depende. Da importância do livro e de quanto tempo se tem disponível. Por enquanto eu só completei cerca de 20% do livro, mas já joguei esse pedaço no Kobo. Quando a coragem e a necessidade chegarem novamente, eu termino o trabalho.

 E o que fazer quando você se dá conta de que há em sua casa uma estante cheia de títulos acumulados ao longo da vida e que jamais lerá, justamente por não estarem em formato digital? E que alguns daqueles títulos você realmente precisa ler, uma vez que se tratam de literatura básica para uma futura vida acadêmica que você vem planejando, e para a qual a editora não está afim de contribuir? O que fazer? Como proceder?

Digitalizar seu acervo (para uso pessoal, logicamente) não é uma tarefa fácil. Em primeiro lugar, é preciso que três coisas fiquem claras:

  • Paciência: digitalizar um livro não é um trabalho divertido. Ver as horas passando no relógio e perceber que nem 20% do tomo foi escaneado e você perdeu todo um sábado em que poderia estar pedalando lá fora pode ser incrivelmente desanimador.
  • Desapego: seu livro, que custou não menos que duas refeições no Outback, pode ficar em estado lastimável se você não tem acesso a uma belezinha dessas. Pense que pode sim valer a pena e que, no final, o que conta é o conteúdo. Depois você pode pegar dois volumes daquela Barsa que não usa mais e tentar des-desengonçá-lo.
  • Uso pessoal: é recomendável não distribuir sua cópia digital por aí. Quando se compra um livro, automaticamente se concorda com termos que impedem a reprografia e redistribuição.

Se você chegou até aqui e ainda tem intenção de fazer a conversão de seus livros, seguem abaixo algumas dicas:

Digitalizando

  1. Divida o livro em trechos e faça a tarefa aos poucos. Pode levar muito tempo, principalmente se o scanner for emprestado (meu caso), e o livro, muito grande.
  2. Use uma resolução de média para alta (de 200 dpi pra cima), e não esqueça de caprichar no contraste antes de digitalizar. Isso ajuda a diminuir a quantidade de erros dos softwares de OCR (que são MUITOS). Em caso de esquecimento, é possível fazer isso depois, com Photoshop ou GIMP.
  3. Tenha um livro grosso e pesado, ou mais, para manter o livro a ser digitalizado no lugar. É bastante comum que a parte interna da brochura saia fora de foco por não estar bem posicionada no vidro do scanner e o OCR não conseguir ler. Sim, isso pode estragar seu livro. Eu avisei.
  4. Nomeie os arquivos de modo a formar uma sequência facilmente identificável.
“OCRzando”
  1. O software de OCR que utilizei foi o OCRtools, que custa 5 obamas na App Store e faz o trabalho de forma bastante decente. Talvez ele acentue palavras na forma portuguesa (como em “referéncias” ao invés de “referências”), mas isso pode ser corrigido mais adiante. Existem muitas opções gratuitas caso você faça parte dos 90% restantes da população usuária de computadores. Para Linux tem o Tesseract.
  2. No OCRtools é possível criar uma gaveta, adicionar todas as imagens ali e mandar processar. Leva um bom tempo, mas bem menos do que eu imaginava. Acredito que a maioria dos softwares funcione mais ou menos do mesmo modo.
Formatando
  1. Essa parte exige paciência: copie e cole os trechos processados pelo OCR – ou não, dependendo da saída do software que você escolheu – em um documento de texto. Faça buscas para acabar com as quebras de linha originais, e remova trechos de caracteres alienígenas que por acaso o OCR tenha inserido ao longo do texto. Usei o TextWrangler, que tem um bom sistema de busca e substituição.
  2. Cole o texto num processador de textos mais parrudo, com corretor ortográfico. É bom ficar de olho e, por mais que tome algum tempo, corrigir palavra por palavra. Esse cuidado evita que o corretor ortográfico mude nomes próprios ou até mesmo corrija errado.

A partir daqui você pode seguir por dois caminhos distintos. Um dá pouco trabalho. O outro eu segui porque não havia me tocado antes do modo mais simples e porque queria experimentar, visto que ele dá mais possibilidades de estilizar o documento final. São eles:

“eBookzando”: o modo mais simples

  1. Estilize o documento para formatar títulos, subtítulos, notas e tudo o mais e exporte o documento em PDF. Acrescente as imagens no meio do texto, se ouver, e não esqueça da capa na primeira página.
  2. Faça dowload do Calibre – que nós já resenhamos aqui.
  3. Coverta o livro em ePub (ou no formato de sua preferência/necessidade), tomando cuidado com os títulos para a correta geração automática do sumário (opção “Detecção de estrutura”), e pronto. Está feito.
Fonte: MeioBit




Hoje é dia da Biblioteca

24 10 2011

Já foi na Biblioteca hoje? Todo dia é dia de aprender.

Ilustração de Paul Rumsey





Permita-me usar o Google pra você

19 10 2011

Ferramenta interessante que auxiliar usuários leigos a utilizar o Google. Para nós bibliotecários esse site pode ser utilizado como uma ferramenta didática para treinamento de usuários.

LMGTFY, ou Let Me Google That For You, é um site para todas aquelas pessoas que acham mais conveniente te incomodar com suas perguntas do que procurar no Google por elas mesmas. O site funciona de maneira bastante simples. Sempre que alguém te fizer uma pergunta que poderia ser tranquilamente respondida pelo Google, vá a esse site e siga os passos. Coloque o termo que a pessoa poderia ter buscado no LMGTFY e clique em “Google Search”. O site vai gerar um link.

O endereço gerado pelo LMGTFY pode ser enviado para a pessoa que fez a tal da pergunta. Assim que ela clicar no link, o site vai abrir uma animação imitando o Google, digitando a palavra que deveria ter sido buscada e automaticamente clicando em “Google Search”. Enquanto isso, mensagens aparecem abaixo do campo de busca com as frases: “Step One: type in your question”, “Step Two: Click the Search Button” e “Was that so hard?”.

O site é uma maneira bem humorada de ensinar seus amigos a utilizar essa incrível ferramenta de busca que é o Google. O LMGTFY oferece um Live Stream onde é possível ver as buscas que estão sendo feitas em tempo real. Além disso, há a possibilidade de comprar adesivos com o logo de LMGTFY.

Fonte: Info





“Uma revista é um iPad que não funciona”

14 10 2011

Muito interessante esse vídeo postado no Youtube. Mostra um bebê de 1 ano manipulando um iPad e logo depois uma revista impressa. Esse vídeo me fez repensar a permanência do papel nas nossas vidas. Será que acaba? Não sei, mas cada vez mais acho que sim. Imaginem a geração dessa criança lendo! Isso é tema para tese de doutorado! O que vocês acham?








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